A Caverna - Partiu Cinema

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A Caverna

Já falei aqui no Partiu Cinema que gosto de todo tipo de filme: piratas, faroeste, pastelão… Mas, tenho uma confissão que pode inclusive me comprometer futuramente: eu gosto de filme de cavernas. Isso mesmo: filme de cavernas. É uma espécie de maldição. Ou algo pior, pois ainda tenho a pretensão de um dia encontrar um bom filme deste “gênero”.

Pois estava vendo os lançamentos do Netflix quando passo por um com quase cinco estrelinhas. Fico entusiasmado. Olha o nome do filme: A Caverna. Meu coração quase salta pra fora do peito. Leio a sinopse: um grupo de ex-militares de elite destinado a explorar um abismo desconhecido, sem saber que o pior pesadelo está esperando por eles nas profundezas da terra. Fico em estado de êxtase. Confiro o elenco: todos atores iniciantes incluindo uma bela estreante norueguesa chamada Heidi Toini. Pronto. Chegou o grande dia. É hoje que encontrarei um bom filme de caverna. Sorri por dentro. E por fora. Play!

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Uma moto em alta velocidade em uma linda estrada. Montanhas, neve. Que cena bela. Um carrão, um casal lindo dentro. Encontram-se com o motociclista. Feito. São eles que explorarão a caverna, eles são os protagonistas. Ex-militares. Treinados. Perfeito.

Que dia! Que dia!

Pernoitam em uma cabana, combinam sobre a aventura, mostram-se especialistas treinados, fica explícito o triângulo amoroso (e mulher namora com um e já foi namorada do outro) e, enfim, o desafio.

Já dentro da caverna um deles acende um cigarro. Pois é. O especialista neste tipo de aventura acende um cigarro em um ambiente claustro e sem ventilação alguma. Comecei a desconfiar.

Surpresa

Mas o filme, escuro como deveria ser, segue por um caminho tão obtuso quanto as entranhas da terra. Chato, confuso, com uma fotografia miserável e cenas absolutamente desnecessárias como ele mesmo, somente para mostrar um plano frustrado e ridículo de assassinato do primeiro contra o atual namorado da mocinha. 

Para terminar: quando o celular do bandido funcionou dentro da caverna em um lugar completamente isolado na Noruega, quase desliguei a TV.

Mas resisti, para mais uma surpresa desagradável: nos créditos, um aviso: em breve nos cinemas Cave 2. Aguardem!

Fujam para as cavernas… Não, não. Fujam para as colinas! E jamais acreditem nas estrelinhas do Netflix.

 

Seus amigos podem gostar do filme acima.



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