A Luz Entre Oceanos

Escolhas.

No fim a vida se resume a isso: escolhas.

Já citei alguns exemplos aqui, como a obra-prima A Escolha de Sofia ou a escultura de Ugolino, exposta do Metropolitan em Nova Iorque, que definem o quanto pode ser difícil escolher algo.

No caso da Sofia, basicamente ela tem que escolher um dos dois filhos para viver, enquanto o outro morreria em mãos nazistas. Já Ugolino tem que escolher um dos filhos para cometer canibalismo para salvar os outros.

Imagem relacionada

Ugolino

Histórias terríveis que colocam a prova nossa integridade e em risco o que há de mais precioso para praticamente todos nós: os filhos.

E é sobre isso que A Luz Entre os Oceanos trata. Quanto vale escolher o que é certo em detrimento a própria felicidade? Ou ainda mais longe: o que é certo? Talvez o correto seja relativo conforme as circunstâncias? Você arriscaria a sua felicidade, a de seu companheiro e a de seu filho para tomar a atitude certa? Quanto vale nossa consciência?

E o perdão? Ele existe mesmo e vale a pena? Há um diálogo em que um jovem perseguido que sofreu bastante em sua breve vida é questionado como estava sempre tão feliz, apesar do seu passado de sofrimento, e ele responde que perdoar é uma vez só. Ressentir-se leva dias, muito tempo e dava muito trabalho. Além de genial, será simples assim?

Impactante

Pois sobre isso tudo navega A Luz Entre Oceanos. O longa estrelado pela ótima e linda Alicia Vikander, de O Amante da Rainha e Jason Bourne, o sereno Michael Fassbender, de Oeste sem Lei  e X-Men: Apocalipse, além da talentosa Rachel Weisz, é uma obra complexa e completa. Ampla, eu diria. Os temas abordados são de uma profundidade abissal e constantes em nossas vidas.

Além disso, tecnicamente ele é muito bem feito. Transcorre calmo com deveria ser e tenso como somos.

Sem dúvida, vale a pena. Eu diria até que é imperdível.

Está no Telecine e Netflix.

Quer ajudar o Partiu Cinema?