A Onda

Se me deixassem eu criaria mais uma categoria para o cinema. Além de drama, comédia, terror, suspense, musical, etc, acrescentaria “para chorar”.

Porque têm filmes que não se encaixam em nenhuma categoria dessas clássicas, ou se encaixam perfeitamente em mais de uma, como drama, ação e filme catástrofe em um só longa. E fazem chorar.

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Ane Dahl Torp

É o caso de A Onda, um bom filme Norueguês que, além de um bom drama, com muita ação e heroísmo em uma catástrofe natural, seguramente entraria na nova classificação.

A sinopse é interessante, uma verdadeira aula de geologia: “localizado na Noruega, o fiorde de Geiranger é um dos pontos turísticos mais espetaculares da região, mas também é um local propício para cataclismas. Após anos no centro de alerta do local, o geólogo Kristian sente que alguma coisa não está normal. Os substratos estão mudando. Em plena alta temporada turística, uma onda gigante atinge o local, colocando a montanha abaixo e dando apenas dez minutos para que as pessoas consigam chegar a um terreno elevado.” 

Um pouco mais

Mas A Onda vai um pouco além de todos os gêneros e da técnica sinopse. Ele abrange coisas que às vezes passam batido em nossas vidas, como elas próprias. Parece insensato isso, mas, creiam, não é. Muitas vezes só valorizamos aquilo que estamos na iminência de perder. E a vida se perde. Não se acha, mas se perde. Com facilidade, inclusive.

O longa poderia ser enquadrado também em suspense, porque inúmeras vezes fica-se sem fôlego, tenso, ansioso.

O elenco, com Kristoffer Joner, de O Regresso, e Ane Dahl Torp, de Mergulho Profundo, além das crianças, não deixam a desejar. Eles todos estão muito bem.

Enfim, não somente por conhecer um cinema diferente do “hollywoodiano”mas também para ver uma obra bem interessante, intensa e que sem dúvida alguma faz chorar, assistam.

Está no Netflix.