A Soma de Todos os Medos

Andei vendo alguns filmes que só cinéfilos devem vê-los. Filmes ruins mesmo. Melhor nem citá-los. Mas são ossos do ofício. Quando isso acontece, porém, procuro um que não tem como ser ruim. Às vezes antigo, tanto faz, desde que eu tenha a certeza que verei cinema de qualidade.

Esta busca segue alguns critérios óbvios como bom elenco, uma boa direção, temas interessantes, filmes baseados em livros, coisas assim. Normalmente funciona.

Com A Soma de Todos os Medos funcionou. E bem. É um filmaço.

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Boa dupla

Baseado no romance de Tom Clancy, este thriller de espionagem segue uma sinistra conspiração para fazer os Estados Unidos e a Rússia começarem a terceira Guerra Mundial. A história começa quando o presidente russo morre repentinamente e a tensão mundial aumenta. Com alguns cientistas nucleares russos desaparecidos e a ameaça de uma explosão nuclear no solo americano, um jovem analista da CIA  tem que descobrir quem está por trás da conspiração e evitar o que representa a soma de todos os medos: um conflito nuclear de proporções faraônicas.

É um excelente argumento. Muito bem explorado e filmado em um ritmo alucinante. É um longa extremamente rico nos detalhes e não tem uma cena sequer que seja dispensável. É um enorme mosaico que no final fica todo encaixado. Também é instigante mostrar a detonação de uma bomba nuclear em Baltimore, em um estádio cheio de americanos. Isso é coisa rara no cinema mundial.

Timaço

O elenco é sensacional e conta com Morgan Freeman, de Invasão a Londres e Ben-Hur,  Ben Affleck e outros excelentes atores. Ninguém compromete. É mantido um padrão de altíssimo nível.

Mas o que vale a pena mesmo é a história em si e a maneira que ela foi contada. A tensão toma conta desde o começo e vai até o último minuto.

É interessante, também, claro de que uma forma bem generosa, observar como o caos pode ser instalado globalmente com alguma habilidade e alguns milhões de dólares. 

Em tempos em que presidentes de potências nucleares discutem publicamente quem tem o botão maior para disparar um arsenal atômico não se pode desconfiar de nada.

Está no Telecine. Vejam!

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