A Visita

Sabem aqueles longas que alguém vai fazer um documentário, por exemplo, e usam a filmagem que o personagem está fazendo para contar a história? A Visita é assim. Em praticamente todos os 93 minutos. Eu particularmente não sou muito fã desta técnica por vários motivos. Desde tomadas mal feitas e tremidas até porque os personagens não só podem como devem olhar para a lente. As razões para não gostar são abundantes, mas, dou a mão à palmatória (esse ditado é mais velho que eu): neste filme especificamente funcionou. E bem.

Ele foi usado em larga escala e por duas câmeras, o que deixou o desenvolvimento da história mais dinâmico. Além disso, as filmagens “ruins”, propositais, é claro, em busca de veracidade, foram poucas. Então, não cansou tanto como em outras experiências que tive.

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Olivia DeJonge

O filme propriamente dito surpreende. Confesso que não esperava muito, principalmente depois de ler a mini sinopse: “uma adolescente e seu irmão mais novo descobrem um segredo chocante sobre seus avós ao se hospedarem em sua fazenda remota na Pensilvânia”. Dá pra imaginar um filme ao menos razoável com uma chamada dessas? Não, não dá. E por isso mesmo ele surpreende. É um bom filme, bem estruturado o suficiente para causar espanto sem forçar a barra.

Gurizada talentosa

Além disso tem um menino como co-protagonista, chamado Ed Oxenbould, da comédia Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso, que vale a pena. O rapaz tem talento. Futuro garantido. Além dele a jovem Olivia DeJonge, de A Irmandade da Noite, não decepciona. O que não posso dizer sobre os dois “avós”, que, sinceramente, têm atuações lamentáveis.

Quanto a história e outros detalhes, melhor não mencionar nada. A Visita é desses filmes que uma pequena informação pode estragar o prazer de assistir.

Tenham em mente que é uma obra bem feita, simples e surpreendente. Não é o filme do ano, nada disso, mas deve ser visto, sem dúvida alguma.

Então, sem cometer nenhum tipo de spoiler, paro por aqui. 

Vejam, está no Netflix.

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