Animais Noturnos

Tem a Amy Adams e seu nariz. Não quero ser repetitivo, então, leia aqui o que penso sobre perfeição.

E tem um livro dentro de uma história que se passa em duas épocas, separadas por alguns anos. Parece complicado? Certamente. Mas, acredite,  não é. A direção de Tom Ford, de Direito de Amar, deixou tudo muito simples, como toda a boa história deveria ser.

Animais Noturnos não é apenas um bom filme. Ele é mais que isso. Bem mais. E não possui somente as duas histórias de épocas diferentes e a do livro que está dentro do filme. Ele tem todo um significado implícito que corre à beira ou entre tudo. (Acho que entre: ele tem uma outra história que corre meio as três explícitas.)

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Amy…

E nelas há de tudo: violência (de vários tipos), morte, amor, tristeza, doença. Enfim, é uma verdadeira enciclopédia de sentimentos e conflitos que todos nós passamos.

Acredito que o principal ponto entre todos os explorados seja a tristeza. Essa “coisa” que tanto nos assombra e aparece do nada com força e capacidade de destruir uma vida sem a menor cerimônia. Não existe “prozac” tão eficiente quanto ela.

Paulada

Mas o filme, certamente ele foi feito para chocar. E choca. Tem o início mais horroroso – preconceitos à parte – que assisti até hoje. Falo de plástica. Claramente percebe-se ao final que tudo foi muito bem planejado e executado. A função era chocar. Deixar o espectador em um estado letárgico, talvez essa seja uma boa definição, aberto e desprotegido para o que vinha pela frente: o próprio filme. Uma ideia sensacional. Funcionou. Com desenvoltura.

Além da Amy Nariz Perfeito, o elenco conta com Jake Gyllenhaal, de O Abutre, Aaron Johnson, de Vingadores: Era de Ultron e o excelente e pouco popular Michael Shannon de O Home de Aço. Resumindo: elenco de primeira.

Em duas palavras: não percam. 

É forte, é chocante, é ótimo.

Está no Telecine, ainda pago.

 

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