Assassinato no Expresso do Oriente

Eu sou fã de carteirinha de filmes de suspense policial. Detetives, teorias, suspeitos, o mordomo (não) é o culpado, essas coisas. Gosto muito. A surpresa do final sempre é bem vinda. Fica-se deduzindo quem é o assassino, verdadeiramente calculando probabilidades para cada suspeito e normalmente todos são suspeitos. Nestes filmes o fim é o que importa. Todo o início e meio são feitos para chegar a uma única cena que revelará tudo. Essa é a ideia e deu certo por séculos. E esse é o “problema” de Assassinato no Expresso do Oriente.

Explico.

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Penélope

Além de ser uma refilmagem do britânico Murder on the Orient Express, de 1974, com Sean Connery,  Albert Finney, Lauren Bacall, Martin Balsam e mais um timaço no elenco, é baseado no livro homônimo escrito pela mestra do suspense Agatha Christie (se por acaso você não conhece a obra dessa escritora inglesa leia algo dela. Sem dúvida são os melhores romances policiais de suspense que existem).

Só estrelas

Esses dois fatos tornam aquilo que há de melhor neste tipo de filme, a surpresa do final, obsoleta. Tirando a gurizada mais nova, o normal é que as pessoas já saibam o final. Meu caso.

Mas o filme propriamente dito, sem levar em conta este verdadeiro spoiler natural, conta a história de um luxuoso passeio de trem pela Europa que rapidamente se desdobra em um dos mistérios mais elegantes, tensos e emocionantes já contados: treze estranhos presos onde todos são suspeitos. Um detetive deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente. Esse é o mote. Não é genial?

O elenco, com estrelas como Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad dispensam qualquer comentário. A direção é do Kenneth Branagh, um veterano responsável por dezenas de sucessos, como Até Que a Morte nos Separe.

Enfim, mesmo se você souber o final, pela produção toda e pelo elenco, vale a pena.

Está nos cinemas.

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