Atentado em Paris

Atentado em Paris é um bom filme de ação. Ele é simples mas com um enredo complexo ao mesmo tempo. Complexo não no sentido de complicado ou difícil, mas sim de rico, com várias etapas, vários estágios.

O mais interessante, entretanto, não é isso. É um detalhe que passa batido se o espectador não estiver atento, porque passa ao largo da história.

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Charlote

A sinopse é mais ou menos essa:

“Michael Mason é um norte-americano que vive em Paris e se encontra nas mãos da CIA quando ele rouba uma bolsa que contém mais do que uma carteira. Sean Briar, o agente de campo no caso, rapidamente percebe que Michael é apenas um peão de um jogo muito maior e também é o seu melhor trunfo para descobrir uma conspiração criminosa em grande escala no coração da força policial francesa.”

Para contar isso, a boa direção de James Watkins usa de artifícios bastante usuais em obras de ação: tiroteios, lutas, perseguições… Mas o que realmente chama a atenção é o que está por trás de tudo: massa de manobra.

Força extra

É muito interessante perceber como as redes sociais tornaram o ato de influenciar multidões algo relativamente fácil de fazer. Vê-se isso muito em política, onde o povo eleitor move-se como um rebanho indo lenta e lealmente em direção ao matadouro e muitas vezes elegem o próprio algoz. Isso é comum entre nós, infelizmente. Mas ela também pode ser usada para outros fins também nada nobres, como roubar, por exemplo, que é o que acontece no Atentato em Paris, ou Bastille Day, no original. Esse é o detalhe importante que referi. Vale a pena observar.

O elenco é interessante, mas sem nenhum sobressalto. Idris Elba, Richard Madden e Charlotte Le Bon têm um desempenho quase burocrático. Não chama a atenção para lado algum.

O que vale mesmo é o enredo. Uma história instigante muito bem contada. O detalhe “massa de manobra” vem como um extra.

É um bom filme. Veja. Está no Telecine, grátis para assinantes.

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