Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 tem duas horas e quarenta e cinco minutos de duração. Nem um segundo a menos.

Leitores antigos aqui do Partiu Cinema sabe que costumo dizer que nenhuma história precisa mais de duas horas para ser contada. Além disso, é só tempo gasto. Devo ser muito teimoso porque continuo pensando da mesma forma, mas, em Blade Runner 2049 com uma adaptação: o excesso de tempo para contar a história, que “caberia” perfeitamente em cento e vinte minutos, não é tempo gasto, é tempo investido. Para criar um novo mundo.

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Excelente dupla

Isso mesmo: um novo e apocalíptico mundo, ainda melhor daquele criado no distante 1982 pelo Ridley Scott em Caçador de Androides. Desta vez, o excelente diretor canadense Denis Villeuneve, do ótimo A Chegada, criou algo concreto, assustador. Um mundo – mesmo com características tão semelhantes a tantos outros comuns em filmes de ficção, inovador. Chega a dar calafrios imaginar que nosso planeta possa ficar daquela forma. E, infelizmente, existem grandes chances para que isso aconteça. Têm muitos “Trumps” não só à solta mas com poder suficiente para danar com tudo.

Turma da pesada

Mas, voltando ao filme, o também canadense Ryan Gosling, de La La Land – Cantando Estações, está ótimo. Seu jeitão sereno e calmo, quase frio, tornou-o um verdadeiro Blade Runner. Harrison Ford, de filmes como o primeiro da série Blade e de Star Wars, não precisa comentários. Acredito que ele seja o melhor careteiro de todos os tempos. O velho e bom Indina Jones não decepciona nunca.

Mesmo sendo um fã deste tipo de filmes (dia desses um leitor disse que sou fã de todos os tipos – e ele está correto) chamo a atenção para um detalhe que pode causar algum desgosto: provavelmente por ser um filme longo, tudo demora um tanto para acontecer. Se a intenção era causar alguma ansiedade ou criar expectativa acima do normal, creio que falhou. 

Mas, em nenhuma hipótese isso prejudica o filme a ponto de não ver.

Vá ao cinema! E compre um saco gigante de pipoca. Vai precisar.

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