Brooklin

Quando comecei a ver Brooklin achei o filme meio bobinho.

Mas aí lembrei que ele concorreu ao Oscar de melhor filme. Pensei que deveria estar errado. Um filme bobinho não seria candidato ao Oscar e justo ao prêmio de melhor filme, ao lado de Mad Max – Estrada da Fúria , O Regresso , O Quarto de Jack, Spotlight – Segredos Revelados, A Grande Aposta , Ponte dos Espiões e Perdido em Marte.

Continuei assistindo e comecei a reparar na Saoirse Ronan, de Um Olhar no Paraíso, com uma atuação muito boa, segura e com seus belos olhos devidamente explorados. Recordei que ela concorreu a Melhor Atriz ao lado da fantástica Cate Blanchett, da Brie Larson, também da Charlotte Rampling e da queridinha Jennifer Lawrence.

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Saoirse Ronan

Poxa, definitivamente devo estar errado. A Academia não permite que atrizes de filmes bobinhos concorram a estatueta de Melhor atriz.

A história deslizava com facilidade na tela e contava o drama de uma jovem irlandesa que vai morar nos EUA em busca de seus sonhos e acaba se apaixonando por um bombeiro italiano. Sua vida então se divide entre dois países, e, porque não dizer, entre dois amores.

O forte é a dramaticidade

É uma história tão comum na época que foi ambientada, lá por 1950, que é possível afirmar ser a história de muitos. Ela mostra como e por quem os Estados Unidos foi construído e tornou-se o que é hoje em dia. Inclusive é bom lembrar disso em épocas de Donald Trump e afins.

Mas, voltando ao Brooklin, ele é bom de ver. Apesar da história comum e de pouquíssima ação, é uma dessas obras fáceis de assistir. E talvez fácil também de esquecer. O drama é o foco principal e ele consegue mostrar a que veio.

Pois chego ao fim e a conclusão é óbvia: é um bom filme, que deve ser visto.

Mas, apesar de ter concorrido a dois dos principais Oscar e ser bom, é também um filme chatinho. Sem dúvida. Bem chatinho mesmo.

Está no Telecine.

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