Cavalos Selvagens

Cavalos Selvagens não é um filme ruim. Acho que ele peca um pouco em sua finalidade. Não! Não é bem isso. Acho que ele ficou confuso por ser rico em tramas e não se aprofundar em nada. Isso. É mais ou menos isso.

Ele trata da “causa” gay, fala também do difícil relacionamento familiar, transita sem cerimônia pelo problema racial e migratório nos Estados Unidos, sugere tráfico e corrupção de membros da polícia, mostra investigação sobre crime e explora também a resistência da sociedade – e principalmente de parentes próximos – quando uma pessoa com alto status social corre algum tipo de risco.

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Boa dupla

O longa abrange todos esses tópicos sem explorar de maneira razoável nenhum deles. Com tantos temas profundos Cavalos Selvagens consegue ser um filme raso.

Isso fez com que ele fique em um limbo quando se trata de qualidade. Não que seja errado ou não indicado tratar de vários assuntos em uma mesma obra, mas se for como um simples desfile somente para exibição fica sem objetivo. Sem razão para existir. E isso é péssimo.

Algo bom

Ele tem dois pontos positivos: a música, belíssima principalmente para quem gosta de “country” e o elenco, que traz dois personagens icônicos do cinema mundial, cada um de uma época bem distante uma da outra. De um lado o veterano e talentoso Robert Duvall, de clássicos como O Poderoso Chefão e Apocalipse Now. Do outro o simpático James Franco, de O Som e a Fúria e História Verdadeira. Os dois estão muito bem.

Mas, infelizmente, isso não é suficiente para que deixe de ser somente algo como “não é um filme ruim”. Na verdade ele não chega a ser bom. Nem a direção do próprio Duvall ajuda. O ritmo do filme é lento. Usando uma linguagem subjetiva, é velho.

Está no Netflix.

Veja, na falta de coisa melhor.

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