Cem Anos de Perdão

Para mim que gosto tanto do Cinema Argentino – os leitores mais antigos bem sabem de tanto que já falei dele – é duro afirmar que o que há de melhor em Cem Anos de Perdão é o próprio nome. Provavelmente uma “brincadeira” com Cem Anos de Solidão, um livro excelente e cansativo do mestre em Realismo Fantástico Gabriel Garcia Marques, mas que infelizmente não tem nenhuma similaridade a mais com a produção argentina.

O estranho nisso tudo é que mesmo com um elenco de primeira linha, com nomes como Luis Tosar, de Enquanto Você Dorme, e Rodrigo de la Serna, de Diários de Motocicleta, foi suficiente para deixar o filme em um nível ao menos razoável, apesar da boa atuação do sereno Tosar e da instável interpretação do La Serna.

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Patrícia Vicco

Além disso o filme traz uma boa surpresa, Patricia Vico, uma atriz espanhola que faz parte do elenco de uma série televisiva chamada Hospital Central. Ela chama a atenção pela maneira como atua. Pequenos detalhes que se transformam em uma grande diferença. Uma pena que ela não seja mais atuante no cinema.

Há esperança

Mas nem tudo é ruim. A história, em si, é boa. Em Valência, um grupo de assaltantes com explosivos invade o Banco Mediterrâneo e faz vários reféns. Com um plano estrategicamente traçado, Uruguayo (La Serna), o líder deles, esconde dos demais o real motivo do assalto. Ele é um tanto mirabolante, eu diria, mas que mal há nisso? Falamos de ficção, então, problema algum. 

A fotografia também é interessante. Mas, confesso, as qualidades ficam por aí. É um daqueles filmes que vê-se hoje e esquece-se amanhã. Ele não marca, não comove, não desperta nada no espectador.

É uma pena. Uma produção argentina com um belo elenco espanhol que deve ter custado uma pequena fortuna – talvez nem tão pequena assim – que eu não recomendo.

Enfim, não veja. Mas, se você quer mesmo conferir se estou errado (tomara que esteja) está no Telecine.

 

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