Conquistas perigosas

Quando terminou o filme, fiquei pensando a qual gênero ele pertencia: drama, romance, ação, suspense, fantasia, policial. Olhei na sinopse e estava lá: ação. Esperei alguns minutos enquanto recordava o que recém havia visto e concluí: pertence a todos os gêneros citados acima.

Charlie Countryman, título original, é uma mistura de tudo sem ser confuso. Sinceramente, um mérito para a direção do desconhecido Fredrik Bond. É um longa bem feito nos mínimos detalhes. Por sinal, vale a pena observar alguns pequenos pormenores inseridos em cenas simples que as tornam muito significativas. Sem cometer spoiler, quando verem Charlie – o protagonista – no WC prestem atenção na privada. Tem inúmeros outros detalhes que chamam a atenção, alguns mais visíveis outros nem tanto, mas todos com fundamento, com razão para existirem. Alguém já disse que uma série de pequenos bons detalhes perfazem algo de imenso de qualidade gigantesca. E se ninguém disse esta frase nada brilhante, mas verdadeira, então é minha.

Evan Rachel Wood

Destaca-se também a trilha sonora, muito boa e – permitam-me a soberba – simples. Como o filme, que apesar da mescla maluca, também é horizontal, sem nuances significativas, com um começo-meio-fim bastante definidos, com uma pitadinha de bom gosto nos créditos iniciais.

Bom elenco

A atuação de Shia LaBeouf está sensacional, digna de placa de bronze. O sempre bom ator dinamarquês  Mads Mikkelsen, de A Salvação e A Caça, está, como sempre, muito bem. Completa o trio a bela Evan Rachel Wood, de O Lutador, sem comprometer.

Creio haver um estranho pré-requisito para se gostar ainda mais do filme: saber a diferença entre Budapeste e Bucareste. A primeira, é a capital Hungria e a segunda capital da Romênia, no Leste Europeu.

Então, sem dúvida alguma, e principalmente agora que o pré-requisito – vocês entenderão depois a razão – está exposto, vejam este filme.

Inclusive destoando um pouco da maioria, Conquistas Perigosas vai para a seleta lista dos Indicados Partiu Cinema.

Está no Telecine, grátis para assinantes.

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