Convergente

Duas ressalvas: primeira, que para gostar do filme é necessário conhecer os outros. Não é um episódio novo, com começo, meio e fim. É só o meio. Não é como Rock, por exemplo, que você pode ver um episódio sem ter visto os outros. Em Convergente o início são os dois filmes anteriores e o final deve vir por aí, provavelmente em uma parte 2.

Segunda, tem que gostar desse gênero. Para os adultos, principalmente, tem que gostar muito. O foco – pelo menos é o que parece – são os adolescentes. Os conflitos ficam entre salvar o mundo e ser fiel ao namorado. Retidão de caráter – mostrado em uma cena bem feita e muito legal, você identificará – e desvios de conduta severos andam lado a lado, de mãos dadas. Sem dúvida eles são o mote do filme.

Mas esses detalhes acima não desqualificam a obra. No meu caso, em que estou perfeitamente enquadrado nos senões ali de cima, fica até fácil gostar.

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Shailene, a mocinha

Apesar de não ser muito ágil, a história ocorre de maneira uniforme e cronologicamente constante. Não há nenhum recurso usado na edição. Ela é simples e horizontal. Alguns efeitos são ótimos, bem feitos e até inovadores. A trilha passa desapercebida e as atuações não condenam.

Gente bonita

Shailene Woodley, de A Culpa é das Estrelas e seus olhos lindos e enormes, tem uma atuação bastante razoável, boa até. Ela tem cara de mocinha. Isso ajuda. O bonitão Theo James, de Anjos da Noite – Guerras de Sangue, fica somente no “rostinho bonito” mesmo – provavelmente serei amaldiçoado por uma horda de meninas por afirmar isso – mas é a pura verdade. Sua atuação é apática, insossa. O restante do elenco não chama a atenção nem por algo bom, nem por algo ruim.

Enfim, é um bom filme. Ou melhor, uma boa continuação. Se você se encaixa no perfil lá de cima ou for adolescente, veja. E, caso seja uma adolescente, veja e não me xingue.

Está no Telecine, grátis para assinantes.

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