Inferno

A primeira coisa que penso quando vou ver um filme baseado em um livro é que não de pode comparar um com o outro.

Não deveria escrever filme é filme e livro e livro. Mas essa frase terrível descreve perfeitamente o que quero dizer. Por motivos óbvios, o livro pode ter muito mais detalhes e argumentos que um filme. Por outro lado, porque dispõe da imagem e o som em sua composição, filmes podem tornar uma mesma cena muito mais inspiradora ou bela.

Mas em Inferno, baseado no livro homônimo de Dan Brown, essa teoria vai por água abaixo. Pode-se e deve-se comparar. Descobrir que a quantidade de semelhanças entre os dois é enorme chega a ser divertido.

Com Tom Hanks, o eterno Forrest Gump, o Contador de Histórias, como Robert Langdon e Felicity Jones, de A Teoria de Tudo, Inferno imprime o mesmo ritmo alucinante que o livro do começo ao fim. Eu prefiro o tradicional alto/baixo, intercalando momentos pouco intensos aos de alta intensidade, até para ter um tempo para “respirar” e “digerir” bem a história.

Felicity Jones

Mas, apesar de isso não acontecer, o longa não tornou-se cansativo. Ele é bom de ver. Por ser um filme bem preparado, feito com cuidado principalmente nos detalhes, sem deixar nenhum furo aparente, pode-se dizer que é uma grande produção.

Cidades lindas

Os cenários, o filme é rodado em Florença, Veneza e Istambul, também ajudam a deixar tudo muito interessante.

Claro que não se deve ter uma expectativa enorme ao ir no cinema. Assim como quem lê uma obra do Dan Brown não deve esperar ler o livro de sua vida, com uma qualidade literária de primeira linha, o nível de exigência para Inferno também não deve ser muito alto. Deve-se ir ao cinema com a ideia de ver somente um bom filme de ação com uma história bastante rica. E será exatamente isso que você verá.

Apesar de filmes assim, e na literatura autores como Brown serem bastante criticados, eu os defendo com unhas e dentes: eles não enganam. Vendem exatamente aquilo que propõem, que nada mais é que diversão.

Então, se você quer se divertir, Inferno na cabeça.

Até a Felicity Jones está bem!

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