Iris

Iris é um bom filme. Está classificado como terror / suspense mas não é de terror e nem suspense. É um drama.

A sinopse, resumidamente, seria essa: o sequestro da mulher de um banqueiro revela um mundo de segredos, fetiches e enganos. A polícia inicia uma busca frenética tentando juntar as peças deste quebra-cabeças intrigante e sensual. Mas tudo não passa de um plano audacioso.

Ela é quase toda verdadeira. Tire o “frenética” fora que ficará bem próxima da realidade.

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Charlotte

Por ter esse ar de mistério, um quase suspense, e também por ter algumas cenas que ficaram naturalmente sensuais – com alguma boa vontade e sem preconceitos – o filme ficou bastante interessante. O que mais chama a atenção é que ele é diferente. Não conheço um parâmetro. Algo como “é parecido com tal filme”. Nada disso. Iris é único, do começo ao fim. Uma grande virtude, sem dúvida.

Bico fechado

Como essa produção belga é daquelas que não se pode cometer nenhum spoiler, mesmo que pequenino, vou salientar outro ponto positivo: o elenco. Charlotte Le Bon, de Atentado em Paris e do interessante Samba tem ama atuação curiosa. Ela é bonita com uns olhos grandes e comunicativos. Isso ajuda muito. Seguramente é uma dessas atrizes que o biotipo é muito importante. Tem também o estável  Jalil Lespert, de O Pequeno Tenente e um ator que gosto muito, o francês não muito conhecido por aqui Romain , que fez O Albergue Espanhol.

Outro detalhe (que de pequeno não tem nada) e que chama a atenção é a montagem: espetacular. Apesar de ter técnicas populares e recorrentes, como flashbacks, a edição moderna e “atrevida” deixou o longa melhor do que ele é. Vale a pena observar.

Enfim, juntar um pouco de sensualidade, colocar algumas pitadas de fetiches, acrescentar um crime, juntar traição e compor com detetives que falam baixo e não saem dando tiro em perseguições de carros só poderia resultar em uma obra interessante.

Veja, Está no Telecine.

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