Logan

Existem filmes com público cativo. E em muitas vezes eles não ultrapassam esse público. Ficam restritos somente a “quem gosta do tipo”. Isso é muito comum, principalmente em produções de super-heróis e assemelhados.

Não é o caso de Logan. Certamente ele supera o universo dos fãs de HQs e seus heróis, com folga. Eu confesso que fiquei triste com o fim do Wolverine (já foi anunciado que esse seria o último da franquia), mas o final do longa permite interpretar que haverá continuação. É quase óbvio.

Voltando a Logan, ele é um excelente filme de ação. Muita ação. Quase demais. 

Dafne Keen

Com tomadas e efeitos espetaculares, prende a atenção do espectador de forma arrebatadora. Não sei bem o porquê, mas Wolverine, apesar das características não tão saudáveis que possui, tem muita simpatia entre os espectadores e leitores de histórias em quadrinhos. Isso ajuda bastante.

Adeus

A atuação do ótimo Hugh Jackman, bem envelhecido, está excelente. É realmente um papel marcante que mesmo ele tendo feito dezenas de bons filmes como Os Miseráveis e Os Suspeitos, é sempre reconhecido como o eterno Wolverine. Por isso acredito que sua decisão de não mais interpretar o herói seja benéfica para sua carreira. Ele é um profissional com muito talento e seria desperdício tornar-se um ator de um personagem só.

Dafne Keen, no papel de Laura Kinney, conhecida como X-23, do desconhecido The Refugees, atua de maneira espetacular. Ela é uma iniciante na carreira, mas, anotem aí, esta jovem espanhola tem uma carreira brilhante pela frente.

O restante do elenco com Patrick Stewart, Boyd Holbrook e outros bons atores, não desequilibram. 

A fotografia vale a pena. É bonita e muito bem feita. Alguns efeitos especiais, principalmente durante as lutas, são de primeiríssima linha. São de uma realidade assustadora.

Enfim, Logan deve ser visto. Sem dúvida alguma. Até por ser o último.

Está no Telecine.

 

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