Madre

A história de Madre é singela: a protagonista Diana Prieto (Daniela Ramirez) está grávida cuidando de Martin (Matías Bassi), seu primeiro filho, que tem problemas de desenvolvimento. Ela fica sozinha enquanto o marido trabalha na Ásia. Quando está no limite, uma cuidadora filipina chamada Luz aparece em seu auxílio. Martin melhora rapidamente, mas Diana se preocupa que ele esteja aprendendo apenas filipino e suspeita que a cuidadora esteja usando magia para virar seu filho contra ela. Ou algo ainda mais sinistro.

Esse seguramente é um bom e frio resumo da produção chilena Madre. Mas o longa vai além. Seguramente o suficiente para torná-lo um bom filme de terror e suspense. Nessa ordem.

Resultado de imagem para daniela ramirez

Sempre achei que esse gênero o mais difícil de fazer. Terror por si só já é uma encrenca danada. Quando não tem fantasmas ou assombrações ou seres vindos de outra dimensão é ainda mais problemático.

Pois Madre supera os percalços com tranquilidade. Tem um ritmo todo especial e a atuação da Daniela Ramirez, de Allende en su laberinto, torna o filme agradável de ver, apesar da tensão constante.

Angústia

Aquela situação em que o espectador sabe que vai acontecer algo e realmente acontece e mesmo assim surpreende, é comum. Outro detalhe é que desde o começo se percebe para onde a história seguirá e tudo o que se imagina realmente acontece, mas, por pura habilidade do diretor Aaron Burns, do muito ruim Canibais, também chileno, isso não decepciona. Ao contrário.

O filme é muito bem feito, bem dirigido, com uma história rica e um final, não cometerei spoiler, surpreendente. Sem deixar de “avisar” um  detalhe todo especial que nem todo mundo gosta: final aberto. E doloroso. 

Recomendo especificamente para quem gosta deste tipo de filme. Assim como A Colina Escarlate e Intrusos, outros dois bons exemplos do gênero, Madre vale a pena.

Está no Netflix.

Quer ajudar o Partiu Cinema?