Masaan

Se você não gosta de descobrir filmes diferentes, ou se pelo menos não gosta do que passa longe do convencional, não perca seu tempo e pare por aqui mesmo. Sem problemas.

Mas se você tem interesse em outro tipo de cinema, mais modesto quanto a investimentos mas nada modesto quanto a pretensões, vá adiante. Talvez você goste.

E por vários  motivos.

Como por exemplo, conhecer uma cultura absolutamente distinta da nossa, aqui no ocidente. Sem entrar no mérito do certo ou errado, descobrir desde a forma como tratam os mortos até como são corruptos.  Ou a danosa relação corruptor/vítima.

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Richa Chadda, no papel de Devi

Observar semelhanças em um mundo totalmente diverso é algo muito interessante e desafiador. E triste, já que tais semelhanças são de coisas ruins.

Múltiplo enredo

A sinopse diz mais ou menos isso: Às margens do rio Ganges, na Índia, quatro pessoas enfrentam preconceitos, a rigidez dos padrões morais e o sistema de castas em meio a tragédias pessoais. Deepak é um jovem de bairro pobre que se apaixona perdidamente por uma mulher que não pertence à mesma casta. Devi, uma estudante perdida, e que vive torturada pelo sentimento de culpa depois do desaparecimento do seu primeiro amor. Pathak, pai de Devi, é vítima de corrupção policial e perde o seu sentido moral em troca de dinheiro. E, por fim, Jhonta, um jovem que procura uma família. Todos estão à procura de um futuro melhor, cujos caminhos se cruzam.

Coisa rara em sinopses, ela é “quase” fiel ao filme.

Masaan trata da pobreza, de conflitos morais, da corrupção, da busca por uma vida menos ruim, dos problemas sociais e, principalmente, do quanto podemos ser cruéis com nossos semelhantes.

É um filme que deve ser visto. Mas, dispa-se dos preconceitos. 

Como costumo dizer, você não verá corridas de carros nem gente explodindo. Mas verá gente viva em busca de uma vida melhor e morta queimando à beira do Ganges.

Está no Netflix.

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