Menashe

Desde a idade das cavernas o ser humano se isola. Grupos se formaram em todas as épocas e é assim até hoje. A motivação vai desde porque caçar em equipe é mais produtivo até por cultuarem um mesmo deus ou por gostarem de um mesmo hobby. Por inúmeros motivos a tendência natural é essa: formar pequenas comunidades isoladas do resto do mundo, mesmo que vivam em uma cidade enorme com  milhares de pessoas nas ruas todos os dias. Tribos, como usavam no passado e usam hoje em dia novamente. Somos, nós, humanidade, formada por milhares de tribos. Menashe fala de uma delas.

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Tribos

Em pleno Brooklyn, Nova Iorque, conta a história de um viúvo que luta pela guarda de seu filho em uma comuna judaica ultra-ortodoxa. Um drama sensível feito inteiramente em iídiche (ou ídiche é uma língua da família indo-europeia, pertencente ao subgrupo germânico, tendo sido adotada por judeus, particularmente na Europa Central e na Oriental).

Círculo fechado

Ele mostra as dificuldades impostas pela própria comunidade a seus membros e as exigências que existem sobre os participantes. É um tanto estranho e até assustador pensarmos que além das leis de estado, que obviamente todos temos que respeitar; as leis da sobrevivência, tão pertinentes e acatadas desde que descemos das árvores, ainda existem todas as regras dos pequenos grupos que fazemos parte.

Ufa! É muita coisa, muita superstição, muitas normas para um indivíduo só. 

Claro que sem elas, as regras, viveríamos no caos. Elas são tão importantes quanto termos acesso a comida e água. Mas, convenhamos, precisamos ter o poder de decidir sobre nossas vidas e de nossos filhos, quando ainda crianças.

E o longa mostra isso: a interferência sobre a rotina e o destino de um cidadão em nome da comunidade que ele vive.

É interessante, sem dúvida. Também para desvendar uma cultura – para os não judeus, evidente – tão peculiar como o judaísmo.

Vale a pena. Está no Netflix.

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