O Amante da Rainha

“Quem é maluco: o rei ou quem pensa que o mundo foi criado em seis dias?”

Essa frase é dita por um iluminista a um padre, que afirmava que o rei da Dinamarca estava  louco.

O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior liberdade econômica e política. Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns. Alguns dos principais representantes foram Voltaire, Montesquieu e Rousseau. Que time!

É importante conhecer um pouquinho da história para gostar de O Amante da Rainha. Ela está intrinsecamente ligada ao filme. O amante, no caso, é simplesmente pano de fundo. Antes de qualquer romance clandestino está a política. É dela que o filme trata.

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Alicia Vikander

É uma imensa semelhança com a atualidade do Brasil. Chega a impressionar. Sem tomar qualquer posição, e, claro, guardando as proporções e diferenças das épocas, há inúmeras coincidências entre o que passamos hoje e o que ocorreu lá pelo fim dos anos 1700, no reinado do excêntrico Cristiano VII e sua rainha Caroline.

O enredo é genial, provavelmente apimentado pela atualidade, e quase uma aula sobre politicagem da pior espécie.

Primeira linha

O elenco tem um dos meus atores prediletos, Mads Mikkelsen, de Conquistas Perigosas, no papel do médico real, a bela Alicia Vikander, de Jason Bourne, como a rainha e o surpreendente Mikkel Følsgaard, de Ande Comigo, como o rei.

Enfim, O Amante da Rainha é um desses filmes que não podem ficar de lado. Talvez ele seja um pouco longo com seus 137 minutos e até um pouco lento, mas, fiquem certos, nada disso interfere na qualidade.

Vejam, e preparem-se para um susto com as semelhanças que são facílimas de identificar com nosso país. Infelizmente.

Está no Telecine, grátis para assinantes.

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