O Bar

O Bar é um filme estranho. Bem estranho. Ele é classificado como comédia e pode até ser, mas daquelas que não se dá risada alguma.

Sua estranheza segue porque não é também um suspense. E muito menos terror. Talvez algo como drama, mas, na verdade, ele expõe o drama que os personagens fazem em uma situação extrema.

A direção é do premiado e contestado Álex de la Iglesia, um diretor que deixa sua marca facilmente em tudo que produz. É fácil identificar suas obras.

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Blanca Suarez

Tenho uma predileção pelo cinema espanhol. Pode-se ver isso facilmente em A Praia dos Afogados, O Guardião Invisível ou no ótimo Um Contratempo. Vejo o cinema da Espanha como maduro e sereno. Eles não precisam provar nada a ninguém. Chegaram a um nível que fazem arte por arte. Não precisa ser vendida. Acredito que isso contribua para uma produção independente. Cuidadosa sem deixar de ser audaciosa. E tudo isso é percebido em O Bar.

Cada um…

A história em si é singela: em um bar no centro de Madri várias pessoas tomam café da manhã tranquilamente, como de costume. Mas quando um dos clientes leva um tiro na cabeça ao sair, o clima de tensão invade o local. Todos ficam presos, já que temem também serem mortos. O problema é que a convivência com estranhos pode ser tão perigosa quanto se arriscar do lado de fora, trazendo os conflitos, individualidades e particularidades de cada um à tona.

E tudo isso é muito bem explorado e muito bem filmado. Eu até citaria uns dois ou três pequenos erros que me incomodaram, como algumas luzes pouco convincentes e até cenas improváveis, mas, não vale a pena.

O elenco principal, com a linda Blanca Suarez, de A Pele Que Habito, e Mário Casas, de Palmeiras na Neve, não decepciona. Ao contrário, os dois tem uma atuação elogiável.

Mas o que realmente faz com que o filme seja visto é o roteiro. Vale a pena.

Está no Netflix.

Vejam!

 

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