O Caçador

O Caçador é desses filmes que não tem muito o que falar. Com algumas obras 400 palavras (que é o limite aqui do Partiu Cinema) não dá nem pro começo. Definitivamente não é o caso deste longa, que, a rigor, não é ruim.

Péssimo jeito de começar um palpite: “não é ruim”. Então, corrigindo, ele é bom. Bem feito, acima de tudo. Mas deixa a desejar.

A razão? Pois é. Vejamos:

O enredo é muito legal: uma grande empresa de biotecnologia de reputação nada saudável (qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência) envia um mercenário para a selva da Tasmânia. Acredita-se que o código genético de uma espécie de tigre em extinção possa conter o segredo de uma perigosa arma. Isso não fica muito claro, mas é o mote da história. 

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Morgana

A fotografia é lindíssima, com paisagens realmente diferenciadas. As tomadas são bem feitas e longas. Tenho uma certa predileção por cenas assim.

O elenco, com o feioso e competente Willem Dafoe, de Homem Aranha e Liga da Justiça, o veterano Sam Neill, de a Caçada ao Outubro Vermelho e a bela menina Morgana Davies, de A Árvore, não compromete. Todos estão razoavelmente bem.

A trilha sonora, em uma análise generosa, é boa e condizente com o tipo de filme. 

E aí?

O Caçador também possui alguns momentos tensos, muito bem balanceados com outros tranquilos, dando um ritmo saudável.

Então, se o roteiro é bom, as filmagens bem feitas, o elenco competente, a trilha razoável, possui paisagens bonitas e momentos de tensão dentro da medida, porque deixa a desejar?

Pois é. Não sei. Mas que deixa, deixa.

O filme até termina de uma maneira bonitinha, mas, sabe aquele e daí? Pois é. E daí?

Fica-se com a sensação de que 1 h e 42 minutos foram posto fora.

Mas, enfim, o filme é bom. Vejam e me expliquem essa confusão!

Está no Netflix.

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