O Destino de Uma Nação

O Destino de Uma Nação é um filme de primeira grandeza.

– Como o senhor consegue beber de dia? – Pergunta o rei.

– Prática! – Responde Winston Churchill.

É riquíssimo em frases fortes e diálogos inteligentes. Não poderia ser diferente. Ele trata de alguns dias da vida – quando assumiu o cargo de primeiro ministro do Reino Unido – dessa figura extraordinária e cativante que foi Churchill. Mas, da mesma forma que foi um gênio, foi também grosseiro e bêbado. Uma pessoa de uma rudeza tamanha que beirava a estupides.

Isso, acreditem, tornou a personagem, tanto no filme quanto na história, ainda mais fascinante.

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Lily

Eu, mesmo sem apreciar o seu ideal político, o considero uma das figuras mais importante de todos os tempos. Acredito, inclusive, que não foram as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki ou o inverno russo que terminaram com a segunda grande guerra e contiveram o fascismo, e sim a atitude de Churchill, que preferiu arriscar ser derrotado e ter o Império Inglês destruído do que render-se aos nazistas. 

O longa também mostra isso. Na verdade, é o mote da história. A folclórica figura do primeiro ministro em meio ao avanço dos Panzers alemães Europa a dentro chegando até ao canal da Mancha, não poderia ter resultado diferente do que a excelência.

Um aviso. Caso você não goste de política, de filmes baseados em diálogos e discursos, fique longe. Não veja.

Porém…

Mas se você não tiver essa restrição, e ainda por cima gostar desse sujeito que foi um dos maiores frasistas da humanidade, vá correndo ao cinema. Seguramente gostará.

Saliento que algum conhecimento, mesmo que pouco, sobre a segunda guerra mundial pode ser bastante útil. Deixará tudo ainda melhor.

Dois detalhes importantes: a fotografia é escura e ótima e o elenco de primeiríssima linha. Gary Oldman, que não esteve nada bem em Mente Criminosa se redimiu. Lily James, de Guerra e Paz, está interessante.

Vejam, por enquanto só nos cinemas.

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