Oeste sem lei

Sempre gostei de faroestes.

Uma vez falei isso perto de um amigo crítico de cinema e ele resmungou algo como um “afff”. Eu fiquei quieto e achei melhor nem contar que gosto de filmes de piratas também.

Na verdade, eu gosto de filmes bem feitos. 

Uma curiosidade: tempos atrás, acompanhando umas tomadas de um diretor da velha guarda que fazia um documentário (Bem-vindo ao mundo, se bem lembro), perguntei porque tanta demora para fazer uma cena simples e rápida, de apenas alguns segundos. Ele respondeu sem me olhar:

– Até cine trash tem que ser bem feito!

Bingo! É isso. Se eu fosse mais rápido talvez replicasse para o crítico de proveta, eu o chamo assim em meus pensamentos, algo parecido. Mas fiquei quieto.

Deveria ter dito que sendo bem feito, não interessa o gênero, vale a pena.

E é exatamente isto que acontece com Oeste sem lei. Um faroeste diferente, mesmo tendo todos os elementos básicos de um comum: pistoleiros maus e feios, mocinhas em perigo, bandidos em bandos, índios, muitos assassinatos e, claro, closes bem feitos.

Oeste sem lei têm ainda mais. Ele é enxuto, rápido e conta uma história bem fundamentada. Tem uma trilha sonora estranha mas bonita, que é usada de maneira bastante conveniente.

Magneto

Michael Fassbender, o Magneto de X-men: Apocalipse, está muito bem obrigado. E Kodi Smit-McPheem, de Planeta dos Macacos: o confronto, não desequilibra. 

O figurino é um caso a parte. Vale a pena dar uma observada.

Chama a atenção também que o longa não é americano, como a imensa maioria dos filmes deste gênero, e sim inglês. Talvez este seja o motivo de ele ter um ritmo diferente, mais cadenciado. E talvez também por mostrar, quase no final e de maneira estática, todos os que tombaram durante a sangrenta história. Eu classificaria esse pequeno detalhe como muito importante e uma excelente ideia.

Vejam. Está no telecine, grátis para assinantes.