Palmeiras na Neve

Palmeiras na Neve parece uma novela. Uma ótima novela. E não falo isso pelas quase três horas de duração, mas sim pelo formato. 

Ele é feito sem pressa.

Com tomadas longas e preguiçosas mostra a saga de um caso de amor. Mas não trata somente de um romance, apesar de ter um desses lindos que fazem a gente chorar. Trata também de um conflito de cultura, tem belas interpretações, uma excelente fotografia e uma edição de primeiríssima linha.

Resultado de imagem para Laia Costa

Laia Costa

O elenco, que tem uma pequena  participação da maravilhosa Laia Costa, de Neve Negra e Victoria, Mario Casas, de Os 33, e a divertida Adriana Ugarte, de Julieta, (dirigido por Pedro Almadovar), não compromete em absolutamente nada.

Um detalhe: toda mulher que trabalha com Almadovar merece atenção especial. Eu, que provavelmente assisti todos os filmes deste espetacular diretor espanhol, nunca vi uma atriz ruim ou sequer com desempenho mediano em suas obras. Ele parece ser uma espécie de professor de boas atrizes.

Bom recurso

Mas voltando a Palmeiras na Neve, ele tem outro detalhe interessante: ocorre em duas épocas. Esse artifício, bastante comum em filmes um pouco mais complexos, quando bem aplicado torna tudo mais claro. É um facilitador que não foi usado, pois, a certa altura do longa sente-se falta de objetividade. Não chega a atrapalhar, mas, sabe aquela dúvida inoportuna, muitas vezes banal mas nem por isso sem importância, tipo “o fulano é pai de quem mesmo” ou a “mocinha é filha de quem?” É uma situação que deveria e poderia facilmente ser evitada, simplesmente usando a estrutura escolhida para contar a história. Mas, infelizmente, não aconteceu.

Tirando isso, o filme é muito bem feito. Um trilha sonora muito bem composta e a boa direção do Fernando González Molina fazem com que seus 163 minutos passem muito rápido.

Enfim, está no Netflix e sem dúvida vale a pena.

Capriche na pipoca.

 

Quer ajudar o Partiu Cinema?