Sam Was Here

Sou um otimista frente a nobre oitava arte. Sou um fã incondicional do cinema. Sempre, mas sempre mesmo, procuro algo de bom, mesmo onde não se vê nada de promissor.

O enredo resumido em duas sinopses emendadas: Sam sai em busca de clientes mas não cruza com uma alma sequer. Sua esposa não atende o telefone, seu único contato com o mundo é um rádio que só sintoniza uma estação. Parece ser a única pessoa viva. Ele é um  vendedor ambulante que fica preso em uma cidade deserta e passa a questionar sua sanidade quando é ameaçado por moradores que o confundem com um assassino. 

Pois Sam Was Here, ou a Deusa da Vingança, é, sem dúvida alguma, um dos filmes menos qualificados que já assisti.

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San

Não sei se tentaram ser cult, não conseguiram; ou fazer um thriller, muito menos; algo misterioso, nem de longe; talvez aterrorizante, nem pensar. Não dá sequer para descobrir qual foi o propósito do filme.

Eu não duvido que apareça algum crítico – lembram deles? Deuses da sabedoria – dizendo que todos somos ignorantes e não entendemos nada.

Duas qualidades

Mas, continuemos em busca de virtudes, senão vou ficar falando que o mocinho leva um tiro de fuzil a uns 20 metros de distância na altura do coração e sai correndo rengueando, como se tivesse sofrido uma falta em uma partida de futebol. Ou seu perseguidor, que leva um tiro da mesma arma na perna e mesmo assim consegue perseguir seu algoz. 

Duas qualidades: a fotografia é belíssima, com tomadas dignas de cinema de verdade, com um colorido especial e desértico, muito condizente com todo o cenário, tanto que no começo mais parece um álbum de fotografias de paisagens do que um filme. 

E a outra qualidade, o tamanho: ele é pequeno, com apenas 75 minutos de duração.

Não preciso nem dizer que se o seu foco for obras ao menos rozoáveis, não veja.

Só assista em caso de “cinefilia” aguda.

Está no Netflix.

 

 

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