Sede de Vingança

Sede de Vingança é mais um desses filmes que tem tudo para dar certo mas não dá. A verdade é que não chega a ser ruim. Longe disso. Nenhum filme que tem Nick Nolte, de Por Aqui e Por Ali no elenco consegue não ser bom. Confesso que exagero um pouco quando falo deste veterano do cinema mundial, sempre mantendo o nível de excelência em suas interpretações nas dezenas de filmes em que atuou. E ele não está só: a eterna Garota Exemplar, Rosamund Pike, também de Substitutos, tem uma atuação interessante. Eu gosto dessa atriz. Ela arregala os olhos e não fica ruim. Não fica forçado. Ela comunica-se bem com a expressão facial, coisa que valorizo muito, e tem um aspecto favorável. Eu diria que tem uma beleza útil. Fechando o elenco, Shiloh Fernandez, de A Garota da Capa Vermelha, também tem uma atuação estável.

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Rosamund Pike

Quando começo um palpite pelo elenco, mesmo que ela seja bom, é que falta conteúdo, ou, de alguma forma, falta algo para que se tenha uma obra daquelas que não esquecemos logo depois de ver. É o caso.

Limitado

Sede de Vingança é óbvio. Se alguém ler a sinopse com atenção nem precisa ver o filme. Creio que esse é o “defeito capital” quando se fala na oitava arte. De óbvio chega a vida. O cinema, principalmente no gênero em que se enquadra este filme, suspense, tem que surpreender. E isso não quer necessariamente dizer que o espectador tenha que dar pulos de susto na poltrona, ou o bandido ser o mais improvável de todos, aquele que nem suspeito era. Não. Nada disso. 

Surpreender começa pelo fato de que não se saiba o desenrolar dos fatos antes deles acontecerem. E não falo nem no final.  Surpreender é contar uma história – mesmo que seja velha -, de maneira nova. Ou inovadora. E isso não acontece em Sede de Vingança. De forma alguma.

Mas, como disse antes, não é um mau filme. Então, seja pelo velho Nick, seja pelos olhos arregalados da Rosamund, quando tiver um tempinho, veja.

Mas não espere muito. Está no Netflix.

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