Terra Violenta

Acredito que 99% dos argumentos dos filmes de faroeste tenha a vingança como base. Ela é uma espécie de salvo-conduto para a ação, para que assassinatos sejam bem vistos. Uma espécie de autorização à violência. É uma boa tática.

Terra Violenta tem isso. A vingança é o ponto de partida.

Recordando aqueles faroestes clássicos, onde era comum bons elencos, vê-se também aí semelhança, pois nesse quesito também Terra violenta não deixa a desejar. Jonh Travolta, pra mim desde Pulp Fiction um ator que merece toda admiração – mas também responsável por desastres como Eu sou a fúria – e o estável Ethan Hawke, de Sete Homens e um Destino, além da bela e talentosa mas ainda pouco explorada Taissa Farmiga, compõe um elenco de peso, sem dúvida alguma.

Resultado de imagem para Taissa Farmiga

Taíssa Farmiga

Os detalhes, como um bom e desértico cenário, tão comum neste gênero, além de closes demorados e reveladores, também estão presentes.

E não param por aí as semelhanças: mocinha desprotegida, bandido cruel, mocinho competente com uma arma mas que não quer mais matar, tristeza incrustada nos personagens, enfim, as semelhanças com os bons faroestes são enormes, mas, infelizmente, mesmo com tantos pontos em comum, Terra Violenta não é um bom filme.

Falhou

Ele é fraco. Sofre de alguns males crônicos, como ator que não interpreta e somente grita, caso do bandidão imbecil James Ransone e a imensa previsibilidade. Tudo no filme é sabido antes de acontecer, todas as cenas e atitudes são óbvias. Isso enfraquece por demais. 

Até a economia em figurantes salta aos olhos. Uma cidade vazia, sem ninguém, com um hotel enorme. Erros fatais. E, ouso a dizer, infantis. Mas nada surpreendente para um filme dirigido pelo inexpressivo Ti West, um experiente diretor em filmes de segunda linha.

Um detalhe que talvez valha a pena para os amantes dos cães: a “interpretação” da cadela Abbey, que é o motivo para a saga de vingança.

Mas, de resto, não vale a pena. Sem dúvida!

Está no Telecine!

Quer ajudar o Partiu Cinema?