Veronica

Veronica, sem acento, ou Verónica, é um filme mexicano que incomoda. Não é fácil. Nem um pouco. A sinopse reduzidíssima diz apenas que uma psicóloga decide sair de sua reclusão para aceitar um estranho caso de uma jovem cujo terapeuta desapareceu sem deixar vestígios.

Isso não representa o filme, apenas remete ao início, ou o que deveria ser o início, de uma tortura psicológica. O filme é um passeio pelo cérebro humano e suas nuances e seu desprendimento da verdade.

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Olga Segura

Eu falei verdade? Desculpem. Eu queria dizer realidade. Ops! Eu falei realidade? Desculpem, eu queria dizer aquilo que realmente acontece. Opa! Eu falei aquilo que realmente acontece? Desculpem…

Pois é. Afinal, o que realmente acontece? O que vemos está mesmo ali? O que sentimos está realmente aqui? O que precisamos vai mesmo para o estômago? E os prazeres que sentimos? Prazer de um, de dois, de todos? E se o meu prazer for o sofrimento do outro? E se a memória trai? E se tudo desaba? E se tudo são apenas lembranças? E se as lembranças não aconteceram? E se elas forem pura imaginação?

Enfim…

Pois é, de novo.

Veronica não é só difícil. Ele é complexo. É um  thriller psicológico de suspense quase de terror. Isso mesmo. Consegui definir. E profundo. Talvez ele seja um pouco apelativo por citar grandes nomes da produção filosófica humana, como Platão e Aristóteles, e também da psicologia, como Freud, mas, acreditem, não ficou piegas Foi até útil.

Ter algum conhecimento sobre o tema ajuda um pouco para gostar e, desculpem a pretensão, entender.

Talvez ele não deva ser entendido. Talvez ele deva ficar lá dentro, em uma pequena gaveta, e qualquer hora dessas pula para fora, quando menos esperarmos. Pronto! Entrei no clima.

O elenco traz Olga Segura e Arcelia Ramírez, do também pesado Potosi.

Vejam, em preto e branco, e só descubram o colorido quando ele foi preciso.

Está no Netflix.

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