Viktor



Tenho um amigo que diz – e ele fala sério – que filme francês é bom pra dormir. Sei o que ele quer dizer e não discordo totalmente, tirando fora, claro, o exagero.

O cinema francês tem como base muito diálogo. Além disso eles são cadenciados, por vezes até pausados: vários longas possuem uma espécie de “breque” em meio a cenas nada emocionantes. Se tem uma coisa que você não verá é gente explodindo, corridas de carros, tiroteios, enfim, essas coisas mais características em produções hollywoodianas.

Pois em Viktor, um filme franco-russo, não é assim.

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Elizabeth Hurley

É um longa muito bem feito tendo como base a ação. E muita ação. Chamo a atenção antes mesmo de falar do que vi de bom, do que ouvi de ruim: a trilha sonora, apesar de ser composta por músicas belíssimas, é muito mau usada e fora de compasso. Um verdadeiro desastre. Esse recurso que chega a salvar alguns trabalhos, por pouco não põe tudo a perder em Viktor.

Juliette

Mas vale a pena ser visto apesar da trilha, por alguns motivos bastante razoáveis: um deles, e talvez o principal, pelo Gérard Depardieu, o veterano narigudo de Asterix e Obelix e de Todas as Manhãs do Mundo e mais algumas dezenas de bons filmes. Apesar dele ter uma rixa com minha musa e atriz preferida de todos os tempos, Juliette Binoche, de Ninguém quer a Noite e Os 33, é sem dúvida alguma um mestre na ate de interpretar. A bela Elizabeth Hurley, de O Peso da Água, faz uma personagem bastante interessante.

Além disso, o quase ineditismo de um filme de francês ser de ação e aventura também o recomenda. Eles não fizeram feio. Argumentos para filmes violentos é o que não faltam, e, em Viktor, o melhor deles – vingança – é o combustível para toda a trama.

É um raro filme de explosões e tiroteios em que a história é interessante.

Vejam, está no Telecine, grátis para assinantes.

 

Seus amigos podem gostar do filme acima.







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